Espaços com História

  

 

PROENÇA-A-NOVA

 Antigo edifício dos Paços do Concelho

Localizado em frente à Igreja Matriz, foi construído em 1887 tendo recebido obras de remodelação em 1958. Albergava a Repartição de Finanças no primeiro andar e a Tesouraria da Fazenda Pública e Cadeia no rés-do-chão. De 1991 a 2008 funcionou como Paços do Concelho.

 Paços do Concelho

Edifício construído com o apoio da população no início da década de 1960, foi inicialmente Externato Diocesano e mais tarde Escola Preparatória e Secundária, sendo conhecido popularmente como Colégio de Proença-a-Nova. Em Janeiro de 2001, com o pleno funcionamento das novas escolas preparatória e secundária, o Ministério da Educação deixa definitivamente este espaço. Em outubro de 2006, o Município adquire o edifício e inicia a sua requalificação para, a partir de setembro de 2008, albergar os serviços da Câmara Municipal e adotar as funções atuais de Paços do Concelho.

 Hotel das Amoras

Edifício emblemático do início do séc. XX (1905) pertencente à família Baptista Diniz, o Solar foi habitado até meados do século passado. Após a morte do seu proprietário e com o consentimento da sua única filha, Maria da Conceição Schlumberger, foi aproveitado para a instalação de uma extensão do Conservatório Regional de Castelo Branco e da Rádio Cruzeiro (rádio local) durante a década de 80, tendo ficado dotado ao abandono a partir de então. A viragem do século trouxe novos planos para este palacete que, depois de adquirido pelo Município, sofreu obras de remodelação e ampliação, acolhendo desde 2004 o Hotel das Amoras.

 Edifício da Escola Primária

Projetado em 1932 pelo arquiteto Francisco dos Santos, da Direção dos Serviços Nacionais do Sul, o edifício comportava dois pisos, com seis salas, gabinete de professores, museu e três recreios cobertos. Pela necessidade de albergar mais turmas, este edifício foi alvo de sucessivas ampliações ao longo dos tempos. Em 2010 foi convertido em Centro Educativo através de profundas obras de recuperação e adaptação.

(in “Muitos Anos de Escolas – Ensino Primário – 1941” volume I – Edifícios para o Ensino Infantil e Primário até 1941. Ministério da educação- Direção Geral da Administração Escolar. Lisboa 1990)

 Quadro “Concelho de Proença-a-Nova” - Carlos Farinha

Este quadro representa um mapeamento do Concelho de Proença-a-Nova no ano de 2009, data em que foi executado, e está em exposição na entrada dos Paços do Concelho. Estão definidas as igrejas e as diversas freguesias existentes na altura (Proença-a-Nova, Sobreira formosa, Montes da Senhora, Alvito da Beira, Peral e São Pedro de Esteval). Algumas aldeias são representadas com desenhos simbólicos: por exemplo, o Vale da Ursa tem uma ursa com um laço na cabeça no local topográfico da sua localização. Há a acrescentar a presença de diversas personalidades e pessoas relevantes com ligação ao concelho, nomeadamente “Os Deolinda” (banda musical), Hermano Sanchez Ruivo (vereador da Câmara Municipal de Paris), Ribeiro Cristóvão (locutor) e o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova à data da criação da tela, João Paulo Catarino. Lendas como a cortiçada ou o poço das andorinhas estão representadas bem como os diversos locais turísticos e relevantes do concelho (as praias fluviais ou a pista da aviação das Moitas). A descrição é feita pelo autor, Carlos Farinha, natural da aldeia dos Maxiais.

 Santa Casa da Misericórdia - antigo Hospital

Fundada em 1513, com sede inicialmente na antiga Praça Cândido dos Reis (hoje Largo Dr. Pedro da Fonseca) junto à Capela da Misericórdia, foi das primeiras Misericórdias a serem fundadas na Beira Baixa. Há registos referindo a existência de uma Albergaria de Santa Maria da Cortiçada muito antes da fundação da Misericórdia (anterior a 1411), o que revela grande preocupação pelas obras de caridade. Em 1953, o Hospital de Proença-a-Nova passa para esta localização, onde funciona sob jurisdição da Misericórdia até 1975. Com a constituição do Serviço Nacional de Saúde, o Hospital muda de gestão e mantém esta localização até à mudança definitiva para edifício próprio, já em finais de 1998. Atualmente estas instalações albergam o Lar e o Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia.

 

SOBREIRA FORMOSA

 Museu Isilda Martins e Polo da Biblioteca Municipal

Resulta da recuperação do edifício da antiga Fábrica Cotovia (1950-1974), da firma Mattos & Carvalho, Lda, que se dedicava à transformação de azeitona, com exportações para Angola e Moçambique e onde chegaram a trabalhar cerca de 60 pessoas. O complexo inclui um prédio de dois pisos, onde está instalado o Polo da Biblioteca Municipal e o Museu Isilda Martins, e um segundo edifício – dos Fortes e Baterias – que funciona como sala polivalente. No exterior, diversos módulos contextualizam o papel do concelho durante as Invasões Francesas.

Mais informações sobre o Museu Isilda Martins aqui.

 Espaço Ribeiro Farinha

O edifício da Escola Primária foi construído pela Junta de Freguesia por volta de 1920. À sua frente, o grande largo da Devesa serviu de recreio para os alunos, até à transferência destes para uma nova escola, por volta de 1980. Neste espaço passou a funcionar a Telescola e o Instituto S. Tiago até à mudança deste para as novas instalações. Depois de alguns restauros interiores, funcionou neste edifício o Polo da Biblioteca de 1999 a 2012, data da transferência para as atuais instalações. Desde esse ano que alberga o Espaço Ribeiro Farinha, com espólio de escultura e pintura do autor em exposição permanente. Abre para visita por marcação prévia.

Mais informações sobre o Espaço Ribeiro Farinha aqui.

 Casa do Povo

Criada por alvará de 3 de fevereiro de 1938, só em 8 de dezembro de 1956 teve sede própria. Aqui passou a haver um posto e consultório médico com material necessário para pequenas cirurgias. Paralelamente, a Casa do Povo dava um apoio valioso à promoção da cultura na região, desde o teatro ao cinema, bem como para todas as atividades relacionadas com as escolas (festas de fim de ano ou bailes de finalistas). Dava ainda apoio ao Grupo de Danças e Cantares de Sobreira Formosa. O Museu Etnográfico teve aqui o seu início. Atualmente acolhe a Creche da Santa Casa da Misericórdia.

 Antiga Casa da Câmara

Edifício já bastante alterado onde funcionou Câmara Municipal de 1712 (?) até à extinção em 1855. Este edifício foi vendido em hasta pública, por volta de 1890. No lugar onde está presentemente um Ulmeiro (classificado de Monumento Vivo de Interesse Público) esteve outrora um Pelourinho do qual desconhece-se o paradeiro.

 O Ulmeiro da Praça

Plantado em 1911 no local onde estaria o antigo Pelourinho (com paradeiro desconhecido), este belo exemplar está classificado como Monumento Vivo de Interesse Público pela Direção dos Serviços de Proteção e Conservação Florestal, do Instituto Florestal, nos termos do Dec. Lei nº 28468, 6 de Julho de 1995 (Diário da República nº 154, II série).

Fontes: Padre Manuel Alves Catharino e Maria Assunção Vilhena