Folclore

   

 

São três os grupos existentes atualmente. Com histórias e repertórios distintos, têm em comum a preservação da história das localidades em que se inserem.

 

 GRUPO DE DANÇAS E CANTARES POPULARES DE SOBREIRA FORMOSA

Nasceu em abril de 1979, por iniciativa de um grupo de jovens que em cada ano animava os festejos populares do dia de Santo António. Para o seu repertório, fez a recolha de danças, cantares, lendas, trajes e utensílios de trabalho, contribuindo para o reviver de usos e costumes que de outra forma teriam tendência a desaparecer. Algumas das suas danças ilustram atividades com grande expressão no concelho, como a preparação do linho e a apanha da azeitona.

Além da organização de encontros de folclore, tem participado em festivais nacionais e estrangeiros. Promoveu ainda, sob orientação da diretora técnica, a recolha de objetos da freguesia de Sobreira Formosa entretanto organizados e expostos ao público no Museu Isilda Martins.

 GRUPO DE DANÇAS E CANTARES DE MONTES DA SENHORA

Foi em 1950 que pela primeira vez se organizou um rancho na freguesia de Montes da Senhora, visando a participação na festa de lançamento da primeira pedra do Hospital da Misericórdia de Proença-a-Nova. O seu percurso não seria, contudo, linear, caraterizando-se por sucessivos arranques e paragens. Na década de 60 reorganizou-se para atuar nas festas de Nossa Senhora do Pópulo, orago da freguesia, e em encontros de juventude. Voltaria a entrar em atividade no início dos anos 80, já dependente do Centro Social Cultural e Recreativo, com um grupo de jovens e outro infantil. Mas em 1985 entrou em nova pausa até 1993. Desde então tem-se mantido dinâmico e com participação em encontros e festivais por todo o país.

As músicas e letras foram recolhidas junto das pessoas mais idosas, que as cantavam enquanto trabalhavam no campo ou, aos domingos, quando dançavam no adro da igreja. Para recordar esses diferentes momentos e ritmos da vida na aldeia o grupo apresenta trajes de trabalho, de luto, para ir à missa e à feira. A simplicidade de feitios e dos tecidos deve-se ao rigor com que reconstitui o vestuário da época, recorrendo ao linho, chita, popelina, serrobeco, castorina e gorgorina.

 OS RESINEIROS DE CORGAS

Em Maio de 1999, sob impulso de um resineiro das Corgas, nasceu um grupo formado com intenção de atuar na festa de verão. O sucesso na festa foi tão grande, que o rancho decidiu dar continuidade às suas atuações e a partir de então foi sendo cada vez mais solicitado.

Retrata diversas modas e costumes da aldeia, mas como o nome indica não poderia deixar de recordar aquela que foi a atividade dominante na zona serrana em que se insere: a recolha de resina. Nalguns dos seus temas são mostrados o balde em que era recolhida a resina, assim como os canecos de barro colocados no tronco dos pinheiros e a espátula com que eram despejados. Há meio século, o distrito de Castelo Branco produzia um décimo do total de resina entrada nas fábricas de destilação em Portugal e gerava uma receita anual calculada, à época, em 17 mil contos de réis.